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E-book - Empreendedorismo bibliotecário na Sociedade da Informação: outros caminhos e possibilidades


PREFÁCIO 


Antes de tudo, uma pergunta para você, caro(a) leitor(a): Acredita que todas as pessoas do mundo têm a capacidade de desenvolver competências empreendedoras?

Enquanto refletes sobre a pergunta, adianto que para muita gente a resposta será não, mas muitos acreditarão piamente que sim. Ao me deparar com a abordagem efetiva do empreendedorismo (no livro: Effectuation - Elementos da Expertise Empreendedora), desenvolvida e difundida pela pesquisadora Saras Sarasvathy (da Universidade de Virgínia), percebi que práticas inovadoras e comportamentos empreendedores podem ser desenvolvidos, desde que sejam trabalhados constantemente. 


Assim como Sarasvachy observou práticas empreendedoras sendo realizadas por pessoas comuns, você poderá ver na presente obra - Empreendedorismo Bibliotecário na Sociedade da Informação: outros caminhos e possibilidades – textos (de abordagem efetiva) que comprovam que algo significativo e transformador pode ser feito com poucos recursos e que a transpiração tende a gerar a ação. 

A primeira parte deste livro aborda como o fenômeno do empreendedorismo pode ser uma luz à realidade brasileira, uma vez que a identificação de boas práticas podem levar atores sociais a obter novas perspectivas para a transformação de ambientes e de profissões. Por tal motivo, esta seção destaca a transversalidade do empreendedorismo, a inovação e o espírito empreendedor, e introduz o empreendedorismo e a cultura empreendedora como diferenciais do bibliotecário no fomento da Biblioteconomia. Dessa maneira, terás a possibilidade de visualizar como o empreendedorismo se enquadra como um elemento fundamental na Biblioteconomia e Ciência da Informação, bem como para a construção da cidadania nessa era de Transformação Digital.



Acerca da última assertiva, posso ressaltar que o contexto da Sociedade da Informação leva ao surgimento de espaços ressignificados, criação de novos produtos que alteram a vida de usuários, desenvolvimento de uma economia baseada em serviços que suprem dores (necessidades) de públicos segmentados. Por isso, adaptar-se ao meio é uma tarefa que todo ser humano deve fazer, sobretudo, o empreendedor bibliotecário


Com base nessa discussão, lhe faço uma nova pergunta: O que é um empreendedor? Normalmente, algumas palavras associadas a este indivíduo são: criativo; inovador; empresário; diferente, e; visionário. E muitas podem ser as definições, mas destaco uma que li no livro ‘Vai lá e faz’, de Tiago Matos [(2017, p. 20), um dos fundadores da Perestroika], em que o empreendedor é apontado como “aquele que tem consciência de seu empoderamento”. É aqui onde a Parte II deste livro se centra, por um motivo ímpar: as bibliotecas foram e continuam sendo espaços de informação que podem transformar vidas quando rompem suas fronteiras. Por isso, os estudos desta segunda parte do livro te apresentarão um debate sobre o processo de desinstitucionalização da biblioteca e do bibliotecário.


Um empreendedor é “aquele que não aceita a realidade de maneira resignada” (MATOS, 2017, p. 20). Acredito que essa citação de impacto define bem o empreendedor bibliotecário, pois esse agente de mudanças não fica inerte aos acontecimentos em seu cotidiano. Neste ínterim, a Parte III desta obra insere o tema da reconstrução das funções da Biblioteconomia em face às novas práticas dos bibliotecários, bibliotecas e centros de documentação contemporâneos (públicos e privados), assim como a origem de serviços de consultoria em acervos documentários.


Já alguns dos casos destacados na Parte IV desta obra representam uma abordagem efetiva do Empreendedorismo Bibliotecário no Brasil, já que apresentam ações bibliotecárias inovadoras realizadas por pessoas comuns que decidiram fazer algo diferente: prestar um serviço além da atuação tradicional, conservadora e estereotipada do bibliotecário. Esta seção apresenta estudos sobre a atuação da Biblioteconomia em programas de formação de usuários, inovação na gestão de sistemas de bibliotecas públicas e na normalização de trabalhos acadêmicos, a atuação do bibliotecário na editoração de periódico e na criação de um próprio negócio. Esta parte do livro é a minha favorita, pois reforça o impacto social que o empreendedorismo bibliotecário pode gerar na vida das pessoas e como o profissional da informação pode ascender no mercado ao suprir necessidades específicas.


Portanto, os estudos apresentados aqui, estimado(a) empreendedor(a), demonstrará que a conjuntura social e a revolução digital que vivemos requerem uma abordagem focada no atendimento de novas dores e anseios informacionais. Logo, pensar fora da caixa é uma boa forma de fazer algo inovador, diferente e imprescindível para a vida das pessoas. 


Por fim, faço uma última pergunta e para esta te deixo refletindo enquanto devora as páginas desta efetiva obra: Qual a última vez que você fez algo pela primeira vez?


Guilherme Alves

Doutorando e Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)



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