Ontologia e consenso na era da web semântica - Jorge Cativo




Não é preciso estudar axiomas lógicos polidos de sensatez e intelectualidade para quebrar paradigmas atuais da obtenção de conhecimento ao se construir um estudo ontológico associado a informação e as suas relações entre indivíduos interessados em obtê-la, seja para conter ou apenas estar contido nesse vasto domínio da sociedade do conhecimento.
Uma das máximas de Kant já dizia que a missão do homem, para que um efetivamente se torne, passa primeiro pelo desejo e certeza de que se quer ser um. 
Nesse mesmo sentido, surge também a necessidade de se desejar criar, herdar e manter as boas relações, crescendo, aprimoraando, comunicando com as multifacetas que o conhecimento e as outros aspectos e classes não menos participantes do mesmo espaço e tempo possuem e podem contribuir e acrescentar ou divergir da que se tem ou se quer modificar para uma nova postura e filosofia.
                Nesse percurso, identificar e aceitar suas limitações, não deve representar diminuição ou concorrência em uma analogia com um intelecto onde o conhecimento indexado insista desconhecer o significado desses termos por outrem a ele atribuído.
O agente indexador nesse contexto, é e deve ser o próprio ser, consulente e escolhedor dos seus quantificáveis e qualificáveis atributos e termos de conduta e consciência social e dos muitos, alguns ou nenhum descritores de necessárias personalidade e civilidade.
Essa sensação, torna aparente o questionamento que envolve as ontologias, a web semântica e o contexto informacional, apontando para a necessidade de redefinição da semântica como algo inerente e de responsabilidade do outro em detrimento a construção de cada um.
Entender essa relação com essa visão holistica, ajudaria a esclarecer aspectos sobre a necessidade de análise e decisão quanto à oferta de conteúdos prontos para o consumo.
Conteúdos que registrados nas suas inúmeras formas, ainda sim continuam tendo como público, inúmeras classes menores que constroem facetas e descritores de seus conteúdos intelectuais, em uma falta nuvem de conteúdos impertinentes para o seu próprio crescimento quando navegam por “googles” e “wilkipedias” da vida, com a permissão da tecnologia.
E com essa relação partitiva, vão sendo construídos descritores pós-indexados em mentes humanas que desconhecem a importância do sentido e significado dos termos da sua própria realidade e associando esse contexto e dando a importância indevida apenas ao aspecto quantitativo das coisas.
A maior prova desse consumismo em forma de pecado capital prejudicial ao intelecto humano é o volume de informações depositadas na nuvem de uma colorida e amigável interface web, que deixa seus valores semânticos e interpretativos a cargo da construção de necessidades nem sempre específicas de seus interessados.
E quando se precisa recuperar o aprendizado dessa significação para a interação ou resolução de um problema do quotidiano, não em motores de busca, nem em representações simbólicas ou gráficas de palavras, mas em si próprio,  os conteúdos que se acumularam se mostram práticos apenas com efeitos  nos resultados estatístico.
Tão ou mais importante que a quantidade de informações ao intelecto, quando estas forem indexadas é o seu sentido e significado relativo ao conteúdo, que permite concluir e quão longe andam semântica, ontologias e o bom senso na era da informação, principalmente quando a interação entre os humanos em suas realidades distintas, aponta para tantas diferenças e dualidades.     

Foco sempre e saudações ao amigo Mirleno Lívio Monteiro de Jesus e a professora Kátia Cavalcante/UFAM, por permitirem quão antes essa percepção sobre a importância do sentido e significado das multifacetas em detrimento apenas ao volume de informações que possam estar disponíveis.

Foco sempre!

Jorge Cativo 

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