Auxiliares comuns na estrutura da CDU



A CDU está organizada em tabelas principais e auxiliares. As principais, também identificadas como classes principais, são numeradas de zero a dez, abrigando as notações primárias para representar campos do saber. Atualmente a tabela quatro está vaga.

A característica mais inovadora e influente da CDU é sua notação auxiliar, ou seja, os sinais e subdivisões criados para permitir a construção de números compostos ou sínteses. Um número composto ou síntese se obtém pela reunião de elementos extraídos de mais de uma parte do sistema. A notação auxiliar pode ser comum ou especial

Os auxiliares comuns proporcionam um meio de expressar inter-relações entre assuntos, indicam características geralmente repetitivas, isto é, aquelas que são aplicáveis em todas as tabelas principais. Incluem dois tipos de símbolos: os sinais e as subdivisões.

Os sinais são: Coordenação + (adição); Extensão consecutiva / (barra oblíqua); Relação simples : (dois pontos); Subagrupamento [ ] (colchetes); Ordenação :: (dois pontos duplos).

As subdivisões auxiliares comuns consistem em tabelas nas quais os conceitos são enumerados e arranjados hierarquicamente. Estes símbolos numéricos são precedidos por indicadores de facetas. Os auxiliares comuns são de dois tipos: os auxiliares independentes e os dependentes. Os auxiliares independentes podem ser usados isoladamente, aplicados a qualquer classe ou citados antes de uma classe, enquanto os auxiliares dependentes só podem ser usados para especificar uma notação da CDU.

As subdivisões auxiliares comuns independentes são: Auxiliares Comuns de Língua – indicador de faceta =... ; Auxiliares Comuns de Forma – indicador de faceta (0 ); Auxiliares Comuns de Lugar – indicador de faceta ( ); Auxiliares Comuns de Grupos Étnicos e Nacionalidade – indicador de faceta (= ); Auxiliares Comuns de Tempo – indicador de faceta “ “.

As subdivisões auxiliares comuns dependentes são de dois tipos:

1)Especificação de assunto através de notações que não pertencem a CDU: a) introduzidas pelo asterisco *, estas notações de outros sistemas notacionais servem para atingir um nível de especificação do assunto que não seja possível representar através das notações da CDU; b) especificação pelo acréscimo direto de letras A/Z para nomes próprios, suas abreviaturas e acrônimos, bem como para outras especificações que se façam necessárias.

2)Especificação de assunto pelos Auxiliares Comuns de Características Gerais, que contém quatro seções: -02 Auxiliares Comuns de Propriedades; -03 Auxiliares Comuns de Materiais; -04 Auxiliares Comuns de Relações, Processos e Operações; -05 Auxiliares Comuns de Pessoas e Características Pessoais.

Os auxiliares especiais indicam características que se repetem em determinados lugares e são limitados em seu alcance, podendo ser localizados nas tabelas principais, nas tabelas auxiliares comuns e nos próprios auxiliares especiais. A CDU ao categorizar os auxiliares especiais não o fez até o nível de especificação que garanta às respectivas subcategorias sua identidade conceitual. O sistema reconhece três tipos de auxiliares especiais que podem ser visualizados por seus respectivos indicadores de facetas: séries de hífens, séries de ponto zero e séries de apóstrofo. Contudo, há os auxiliares especiais conhecidos como algarismos finais. Estes não possuem indicadores de facetas. São arrolados precedidos por reticências... as quais devem ser omitidas na notação construída. Não há referência quanto ao tipo de conceitos que abrigam. Devem ser usados como algarismos finais.

As séries de hífens - têm funções principalmente analíticas ou diferenciadoras, servindo para indicar elementos, componentes, propriedades e outros detalhes do assunto representado pelo número ao qual se aplicam.

As séries de ponto zero .0 - mostram facetas que tratam de estudos, atividades, processos, operações, instalações e equipamentos relativos ao assunto expresso através do número ao qual são acrescentados.

O apóstrofo ‘ tem função sintética ou integradora, evidenciando assuntos compostos por meio de notações compostas. As divisões podem estar presentes na própria forma, como em 81’0/’44 (Origens e períodos das línguas; Fases de desenvolvimento e Lingüística geral) ou resultarem de derivação de números principais através de divisão paralela, como em 637’6 (que deve ser dividido como em 636 para a especificação de produtos de animais domésticos, criados ou mantidos pelo homem).

Como é possível perceber, há conceitos auxiliares comuns e especiais de propriedades. Os especiais, das séries de hífens, estão na mesma categoria dos conceitos auxiliares especiais relativos a elementos, componentes e outros detalhes do assunto, excluídos os detalhes relativos a estudos, atividades, processos, operações, instalações e equipamentos, estes últimos agrupados na categoria representada pelo indicador de faceta ponto zero.

A CDU não define os conceitos que inclui nas categorias dos seus auxiliares. Os auxiliares comuns são identificados por nomes auto-explicativos, como, por exemplo, os Auxiliares Comuns de Lugar, os Auxiliares Comuns de Forma, os Auxiliares Comuns de Materiais, etc. Os diversos auxiliares especiais não possuem denominações próprias, embora tratem de conceitos específicos e recorrentes no âmbito do conceito mais geral que os abriga.

Artigo Completo: CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL (CDU): PROPRIEDADES DOS AUXILIARES COMUNS DE PROPRIEDADES

Fonte:

Maria Teresa Wiltgen Tavares da Costa Fontoura
Mestre em Educação. Professor Adjunto.
Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO
mteresafontoura@unirio.br

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